Para além do Liberalismo: O Pensamento Político de Martin Heidegger

Autores

  • Alexandre Franco de Sá

DOI:

https://doi.org/10.48075/aoristo.v1i1.16519

Palavras-chave:

Heidegger , Metafísica da Subjectividade, Jünger, Política

Resumo

O presente artigo procura esclarecer os traços fundamentais da relação entre o pensamento de Heidegger e a política. No contexto da emergência do nazismo na Alemanha, Heidegger recusará a compreensão do povo como “raça” e como “valor supremo”. Nesta linha, apropriando-se da concepção de Ernst Jünger do “trabalhador”, procurará pensar a relação deste trabalhador com um mundo, ou seja, a “mobilização total” do mundo por uma “vontade de poder”, para lá daquilo a que chama a “metafísica da subjectividade”, à qual o próprio Jünger permanecerá amarado. Por outro lado, confrontando-se com o conceito do político de Carl Schmitt, Heidegger procurará aceitar o desafio de pensar este mesmo político como algo irredutível ao estatal. No entanto, se, em Schmitt, a tentativa de pensar o político como algo anterior ao Estado o conduzia a pensá-lo a partir da diferenciação amigo-inimigo, e a defender esta diferenciação como algo que deveria ser monopolizada pelo Estado, Heidegger procurava pensar o político fora da relação amigo-inimigo e, neste sentido, como uma instância que destituiria o Estado de um estatuto de “valor supremo”.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

DE SÁ, A. F. Para além do Liberalismo: O Pensamento Político de Martin Heidegger. Aoristo - International Journal of Phenomenology, Hermeneutics and Metaphysics, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 43–58, 2000. DOI: 10.48075/aoristo.v1i1.16519. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/aoristo/article/view/16519. Acesso em: 10 dez. 2023.

Edição

Seção

Dossiê "Ser e Tempo" 90 anos de repercussões