Sobre a Estética do Feio em Karl Rosenkranz e Christian Hermann Weisse

Autores

  • Diogo Falcão Ferrer

DOI:

https://doi.org/10.6394/aoristo.v1i1.16529

Resumo


Este artigo estuda alguns aspectos de uma das maiores transformações na história do pensamento estético, nomeadamente, a teorização estética do feio. A seguir a referências a concepções estéticas do feio em E. Lessing e F. Schlegel, é estudada a concepção dialética do feio segundo o Sistema da Estética (1830) de Ch. H. Weisse, da escola hegeliana. O feio é entendido então como a aparição não sublimada da contradição inerente ao finito. Esta concepção abre caminho à Estética do Feio, de K. Rosenkranz, a única e certamente primeira estética do feio, completa, independente e sistemática. Através do estudo das suas teses principais e de alguns exemplos citados pelo autor, mostra-se como a estética do feio de Rosenkranz, apesar da sua pertença ainda em parte a cânones clássicos, abre o caminho para a autonomização do feio e à substituição de uma estética da beleza por outros valores, participando de um movimento de transformação da razão mais geral iniciado no final do séc. XVIII.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

FERRER, D. F. Sobre a Estética do Feio em Karl Rosenkranz e Christian Hermann Weisse. Aoristo - International Journal of Phenomenology, Hermeneutics and Metaphysics, [S. l.], v. 1, n. 1, p. 218–232, 2000. DOI: 10.6394/aoristo.v1i1.16529. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/aoristo/article/view/16529. Acesso em: 9 dez. 2021.