A CUT, O “NOVO” SINDICALISMO E AS RECONSTRUÇÕES DA MEMÓRIA DO MOVIMENTO OPERÁRIO BRASILEIRO

Raphaela de Almeida Santos

Resumo

O presente artigo visa analisar as proposições políticas da CUT durante a década de 1980, bem como a memória que esta entidade constrói sobre o passado do movimento operário brasileiro. Isso se fará através da observação de sua prática dita combativa, inovadora e defensora dos reais interesses da classe trabalhadora e que a levou a se colocar como representante de um “novo sindicalismo”, contrapondo-se a o que ela mesma denomina de “velho sindicalismo”: colaboracionista, clientelista e pouco combativo. O trabalho analisa as leituras que a CUT fez ao longo da construção das bases ideológicas de seu sindicalismo e sobre a atuação sindical anterior ao golpe civil-militar de 1964, através das referências teóricas da nova história política, da cultura política e do conceito de memória. O presente artigo procura entender como a CUT, a partir de sua fundação e nos primeiros anos de sua atuação, se apoiou em um discurso que não apenas caracterizava suas ações como também desqualificava as lideranças sindicais que atuaram antes de 1964.

Palavras-chave

“novo sindicalismo”, memória, cultura política.

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