ENTRE PALAVRAS, CUBOS E CILINDROS: VIRGINIA WOOLF E A PINTURA CUBISTA

Neurivaldo Campos Pedroso Junior

Resumo

O objetivo deste trabalho é estabelecer e analisar relações entre o romance Passeio ao farol, de Virginia Woolf e a pintura cubista. Quinto romance publicado pela escritora Inglesa, Passeio ao farol apresenta uma pintora como uma das personagens principais e que, ao longo de toda narrativa, está a pintar uma tela, um retrato da Sra. Ramsay e de seu filho James. Assim, a tela de Lily Briscoe, a pintora-personagem, ocupa lugar de destaque no decorrer do romance e, pelas indicações fornecidas, podemos afirmar que Lily opta por retratar mãe e filho recorrendo à técnicas da pintura cubista, principalmente a utilização de formas geométricas como o cubo e o cilindro para representar os diferentes ângulos de um mesmo objeto. Em nossa análise, procuraremos evidenciar que tal técnica de pintura corresponde, no plano da narrativa, ao emprego de múltiplos pontos de vista para retratar uma cena ou uma pessoa. Serão utilizados aportes teórico-críticos da Literatura Comparada, da Teoria Literária e da Teoria e Crítica de Arte.

Palavras-chave

Literatura; Pintura; Virginia Woolf

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