Possibilidade e interesse:
acerca do entediar-se em Kierkegaard
DOI:
https://doi.org/10.48075/aoristo.v1i1.16533Palabras clave:
Tédio, Possibilidade, Kierkegaard, Interesse, Clínica PsicológicaResumen
Nosso objetivo neste texto é buscar elementos para compreender o fenômeno do tédio no interior do pensamento de Kierkegaard. A motivação para essa investigação nos vem de discursos cada vez mais presentes na clínica psicológica que denunciam uma crescente indisposição para agir no mundo. A importância desse trabalho está em nos alertar para a diversidade de sentidos que um ato traz consigo, de forma a nos resguardar da sedução de nos entregarmos a uma compreensão mais superficial. Tal exercício é de fundamental importância para o aprimoramento da escuta clínica. Tomaremos algumas figuras ou personagens de Kierkegaard que dão voz a diferentes modalidades do tédio em textos que se encontram no interior dos dois volumes da obra Ou-ou. Serão eles: Diapsalmata; Os estádios eróticos imediatos ou o erótico musical; A Rotação das culturas; Diário do sedutor e O equilíbrio entre o estético e o ético na formação da personalidade. Como referência para nossas reflexões, recorreremos aos textos de Nuno Ferro (Kierkegaard e o tédio) e de Fogel (Sobre homem e realidade). Fogel diz que homem, vida, realidade devem ser compreendidos como possibilidade para a possibilidade, como variações, modos diferentes de ser e de se dispor nesta realidade. Ferro mostrará que o entediado está inerte diante das possibilidades. As possibilidades estão desvitalizadas, de modo que não aparecem para ele como um possível real, nem mesmo imaginativamente.
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