DO ARCADISMO AO ROMANTISMO: SIMILITUDES E ESPECIFICIDADES NA CONSTRUÇÃO DO CÂNONE NACIONAL

Wellington Stefaniu

Resumo

Muito se tem discutido acerca das características das estéticas literárias brasileiras do Arcadismo e do Romantismo dentre os estudos que visam comparar tais períodos literários, observando seus fatores na criação de um cânone especificamente dito como nacional no Brasil. Temas como o nacionalismo, a natureza e o culto ao aborígene são recorrentes em ambas as estéticas, que buscam quase sempre recriar aspectos de um Brasil idealizado, ainda sob o jugo do colonialismo e do monarquismo. Assim, o presente trabalho tem por objetivo estabelecer elos comparativos entre os dois movimentos literários aqui mencionados, levando em conta seus períodos históricos e relevâncias específicas de cada um para nossa literatura. Para tanto, utilizaremos as pesquisas elaboradas por Guilhermino Cesar, descritas em sua obra Historiadores e Críticos do Romantismo, assim como as considerações feitas por Alfredo Bosi em seu livro História Concisa da Literatura Brasileira. Também lançaremos mão de diversos ensaios do pesquisador Ricardo Leão, presentes na obra Os Atenienses e a Invenção do Cânone Nacional. Destacaremos, ainda, as contribuições de Afrânio Coutinho, com a leitura de Caminhos do Pensamento Crítico e de Antônio Candido com seu ensaio Na Sala de Aula. Por fim, buscaremos ancoragem nas teorias da Literatura Comparada, propostas por Sandra Nitrini em Literatura Comparada: História, Teoria e Crítica. Evidenciaremos, a partir dessas leituras, como o Arcadismo e o Romantismo colaboraram para a construção de uma literatura chamada de “brasileira”, procurando ressaltar a importância que ambos tiveram para que o Brasil pudesse ser independente de Portugal não apenas nas questões políticas mas também no que se refere à literatura produzida em nosso país daquela época. 

Palavras-chave

Literatura Brasileira, Cânone Literário, História da Literatura, Literatura Comparada.

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