MEMÓRIA, HISTÓRIA E FICÇÃO EM JOSÉ DE ALENCAR: A EVOCAÇÃO DAS LEMBRANÇAS EM LUCÍOLA, DIVA E SENHORA

Renato Drummond Tapioca Neto

Resumo


Entre os anos de 1855 e 1877, José de Alencar produziu uma série de romances, peças de teatro e crônicas. Sua produção literária é classificada em três tipos: indianista, regionalista e de costumes. Nessa última, podemos destacar os chamados romances urbanos do autor, dos quais Lucíola (1862), Diva (1864) e Senhora (1875), que juntos compõem a série de perfis femininos do autor, serão o nosso foco de análise neste estudo. Abordaremos de que forma a memória e a história foram tratadas na narrativa ficcional de Alencar, com o objetivo de construir um painel verossímil da sociedade brasileira na segunda metade do século XIX. Para tanto, partiremos de uma discussão sobre a relação estabelecida entre os campos da memória e da história, e como esses campos interagem na releitura do tempo vivido. Em seguida, observaremos de que forma essas noções se aplicam à produção de José de Alencar e como ele se apropriou de elementos do cotidiano para criar uma história imaginada para o Brasil, através dos seus perfis, destacando a recordação e a ficcionalização das lembranças nas referidas obras.


Palavras-chave


José de Alencar; Memória; História; Ficção

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