HISTÓRIA E ROMANTISMO FRENÉTICO EM MADAME PUTIPHAR (1839), DE PÉTRUS BOREL

Fernanda Almeida Lima

Resumo


O romance Madame Putiphar (1839), do escritor francês Pétrus Borel, figura como uma das mais legítimas produções do romantismo frenético. Essa estética constitui a vertente marginal e paroxística do romantismo francês, fundada na representação do horror e da violência. A intriga do romance se desenvolve na França do século XVIII, com o objetivo de desvelar a libertinagem da corte de Luis XV e o martírio das vítimas das prisões do Antigo Regime. O autor se fundamenta em fontes históricas, como memórias de prisioneiros da Bastilha, para descrever o avesso negro do século das Luzes, o esquema de funcionamento das prisões reais e os rituais de tortura sofridos pelos encarcerados. Desse modo, o presente trabalho visa problematizar a representação do horror e da violência em Madame Putiphar, em sua relação com a busca de legitimação dos excessos do romantismo frenético por meio da verdade histórica.


Palavras-chave


História; Romantismo frenético; Madame Putiphar; Pétrus Borel.

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