ENTRE O REAL E O FICCIONAL: TRAÇOS AUTOBIOGRÁFICOS EM MARÍLIA DE DIRCEU

Wellington Stefaniu

Resumo


Desde a sua chegada no Brasil, o Arcadismo desempenhou um papel fundamental em nosso país, não apenas por preconizar a construção de um cânone literário com elementos propriamente nacionais, mas também por protagonizar um dos períodos mais conturbados de nossa história, conhecido pelo nome de “Inconfidência Mineira”. Uma das obras literárias que por vezes é tomada como um documento histórico, é o conjunto de liras “Marília de Dirceu”, que teve sua autoria atribuída ao luso/brasileiro Tomás Antônio Gonzaga, poeta que desde o início da conspiração manteve estreitos laços com os mentores dessa conjuração. Sabendo que tal obra poética oscila entre o factual e a subjetividade, nosso trabalho terá como objetivo analisar as características de uma possível escrita autobiográfica presente em seus versos, destacando o momento histórico e literário em que estava inserido, assim como as similitudes de Gonzaga e Maria Dorotéia entre seus respectivos personagens, Dirceu e Marília. Também evidenciaremos alguns elos que unem o mundo real com o ficcional da obra (diegese), estabelecendo uma comparação entre eles, com o intuito de aproximarmos suas peculiaridades.


Palavras-chave


Literatura autobiográfica, Arcadismo, gênero memorial, literatura brasileira.

Texto completo:

PDF


Direitos autorais 2018 Revista de Literatura, História e Memória

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Compartilhar igual 4.0 Internacional.

Revista de Literatura, História e Memória - Qualis B2

ISSN: 1983-1498 — ISSN: 1809-5313


Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Programa de Pós-Graduação em Letras - PPGL

Rua Universitária, 2069 - Jardim Universitário
Cascavel – Paraná - CEP: 85819-110

| revistalhm@gmail.com |