COMO CONTAR UMA HISTÓRIA? ALEGORIA E MEMÓRIA EM O SOM AO REDOR

Graziele Rodrigues de Oliveira

Resumo


Este texto apresenta uma discussão sobre as formas que o autor Kléber Mendonça Filho utilizou para contar a história do legado colonial de violências do Brasil (como locus a cidade de Recife), no filme O som ao redor (2012). Como enfoque de estudos deste artigo, parto da ideia de que Kléber Mendonça Filho desenterra memórias “clandestinas”, ao tratar de um passado que não quer ser lembrado pela memória oficial. Desta forma, o autor se utiliza de duas formas de expressão para contar o conteúdo fílmico a que se propôs, o uso da dupla narrativa para relacionar o passado com o presente e assim trazer as memórias do passado colonial para o enredo e a alegoria como expressão catártica das Ligas Camponesas, remetendo o processo de violências do período colonial para um tempo recente e permanente.


Palavras-chave


cinema; alegoria; memória.

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