O COLETIVO EM NOCHE DE GUERRA EN EL MUSEO DEL PRADO

Marcelo Maciel Cerigioli

Resumo

Este artigo trata da peça teatral Noche de guerra en el Museo del Prado, do escritor espanhol Rafael Alberti, escrita em 1956, durante seu longo exílio na Argentina. O objetivo deste texto é apresentar uma análise da obra, estabelecendo relação com a historia da Espanha e a Guerra Civil, além de provar a importância da participação dos personagens do povo na peça teatral, dando-lhe ao livro o caráter exemplar para a mobilização popular. A obra ficcional parte de um acontecimento real, do qual Alberti foi protagonista: o salvamento das principais obras do Prado para que escapassem dos ataques franquistas na Guerra Civil Espanhola. Na peça os milicianos descem os quadros ao subsolo do Museu para que eles fiquem mais protegidos dos bombardeios em novembro de 1936, acontecimento que Alberti nos apresenta em paralelo a outra situação de resistência popular, a de maio de 1808, contra as tropas napoleônicas, retratada por Goya em desenhos e águas-fortes. Estas considerações mostram que a visão de arte presente na peça é a marxista e que a obra incentiva à mobilização popular contra a dominação estrangeira e a usurpação da democracia. Esta análise está pautada nos seguintes aspectos: o tempo e o espaço, o cenário, os personagens, a relação entre o enredo da peça e a história da Espanha, o paralelo entre a guerra de 1936 e a de 1808, os planos paralelos na peça e a participação do coletivo.

Palavras-chave

Literatura; Memória; Guerra Civil Espanhola; Franquismo; Museu do Prado.

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