MEMÓRIA, FRAUDE E DOCUMENTAÇÃO: ALEMÃOZINHO E A MEMÓRIA DAS ORDENS

Paulo Pinheiro Machado

Resumo


Este artigo tem como objetivo refletir sobre o uso que a historiografia fez sobre dois documentos capturados pelas forças do exército quando grupos de sertanejos envolvidos no movimento do Contestado apresentaram-se na região de Canoinhas, em Santa Catarina. Os documentos foram apresentados por Henrique Wolland, o “Alemãozinho”. O primeiro documento é um conjunto de ordens de Alemãozinho aos membros de seu piquete de ataque, o segundo documento é uma carta de “habilitação” assinada pela “virgem” Maria Rosa. Os cronistas militares e depois os estudiosos sobre o movimento sertanejo, não se preocuparam em refletir sobre as origens destes documentos e a estratégia de Alemãozinho em negociar sua própria rendição.

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