A RESISTÊNCIA DA MULHER NEGRA EM TORTO ARADO DE ITAMAR VIEIRA JR.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/rlhm.v17i30.27995

Palavras-chave:

Torto arado. Feminismo Negro. Resistência

Resumo

Este artigo discute a opressão sofrida por mulheres negras, no romance Torto Arado, de Itamar Vieira Jr. Sabe-se que a mulher tem sofrido, ao longo dos anos, violências decorrentes do contexto patriarcal em que vive. No caso da mulher negra, a violência vai além do sexismo: ela sofre discriminação por conta de sua cor e porque quase sempre é pobre. Verifica-se, portanto, a interseccionalidade de gênero, raça e classe. Não encontrando espaço nas conquistas do Feminismo branco e ocidental, a mulher negra parte para uma luta que enegrece esse feminismo e abarca questões específicas relacionadas às violências que sofre. Para a pesquisa, utilizou-se, como aporte teórico, Touraine (2007) e Zinani (2006) para tratar as relações patriarcais; sobre a subalternidade, recorreu-se a Spivak (2012), e sobre a situação específica da mulher negra, a discussão é feita a partir de Kilomba (2019), Carneiro (2003), e Hooks (2019). Nota-se que as mulheres negras de Torto Arado sofrem inúmeras violências, e que cada uma procura, a seu modo, utilizar as armas que possui para construir suas resistências.

Biografia do Autor

  • Joelma de Araújo Silva Resende, Universidade Federal do Piauí
    Graduada em Letras-Português pela Universidade Estadual do Piauí. Especialização em Linguística (UESPI). Especialização em LIBRAS (IFPI). Mestre em Letras (UFPI). Doutoranda em Estudos Literários (UFPI)
  • Maria Helena de Oliveira, Universidade Federal do Piauí
    Possui graduação em Letras - Português pela Universidade Estadual do Piauí (2006). Doutoranda em linguística pela Universidade Federal do Piauí-UFPI, Mestre em Letras - Estudos da Linguagem (UFPI); especialista em Docência do Ensino Superior (FAERPI); especialista em LIBRAS: Língua Brasileira de Sinais (IFPI). É membro (sócio efetivo) da ABRALIN (Associação Brasileira de Linguística). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa. Suas pesquisas recentes concentram-se em Educação e Linguagem, em temas, como: Letramento, Ensino de Língua Materna, Leitura e Escrita, LIBRAS. Atualmente é professora de Língua Portuguesa - Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEDUC-PI).
  • Margareth Torres de Alencar Costa, Universidade Federal do Piauí
    Doutora em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco em Teoria Literária (2013) Mestre em Letras - Teoria Literária- pela Universidade Federal de Pernambuco ( 2002). Pós doutorado em Literatura Comparada pela Universidade de Buenos Aires( aguardando certificação). Possui graduação em letras - ( Português e Inglês) pela Universidade Federal do Piauí (1982-1988), Bacharelado em Serviço Social - Universidade Federal do Piauí (1992), graduação em LICENCIATURA PLENA EM LETRAS ESPANHOL pela Universidade Estadual do Piauí (2012),Atualmente é líder do Núcleo de Estudos Hispânicos-NUEHIS - CCHL da Universidade Estadual do Piauí, linha de pesquisa em Literatura , História e Memória. Professora Dedicação Exclusiva da Universidade Estadual do Piauí e coordenadora de área do PIBID Letras Espanhol da Universidade Estadual do Piauí. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em literaturas de Língua Espanhola, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura, história e memória, gênero, recepção e Escrita de si ( autobiografia, autoficção, Memória, Testemunho, literatura do trauma e violência). É membro do GT ANPOLL - RELAÇÕES LITERÁRIAS INTERAMERICANAS: Filiações e afiliações - elaborações discursivas e imagéticas dos legados familiares, étnicos e nacionais e membro do Projeto Ubacity coordenado pela doutora Susana Beatriz Cella- UBA.

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Publicado

01-02-2022

Edição

Seção

DOSSIÊ: FEMINISMOS E LITERATURAS

Como Citar

RESENDE, Joelma de Araújo Silva; DE OLIVEIRA, Maria Helena; COSTA, Margareth Torres de Alencar. A RESISTÊNCIA DA MULHER NEGRA EM TORTO ARADO DE ITAMAR VIEIRA JR. Revista de Literatura, História e Memória, [S. l.], v. 17, n. 30, p. 24–36, 2022. DOI: 10.48075/rlhm.v17i30.27995. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/27995. Acesso em: 2 jul. 2026.