A RESISTÊNCIA DA MULHER NEGRA EM TORTO ARADO DE ITAMAR VIEIRA JR.

Autores

  • Joelma de Araújo Silva Resende Universidade Federal do Piauí https://orcid.org/0000-0003-4858-3412
  • Maria Helena de Oliveira Universidade Federal do Piauí
  • Margareth Torres de Alencar Costa Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.48075/rlhm.v17i30.27995

Palavras-chave:

Torto arado. Feminismo Negro. Resistência

Resumo


Este artigo discute a opressão sofrida por mulheres negras, no romance Torto Arado, de Itamar Vieira Jr. Sabe-se que a mulher tem sofrido, ao longo dos anos, violências decorrentes do contexto patriarcal em que vive. No caso da mulher negra, a violência vai além do sexismo: ela sofre discriminação por conta de sua cor e porque quase sempre é pobre. Verifica-se, portanto, a interseccionalidade de gênero, raça e classe. Não encontrando espaço nas conquistas do Feminismo branco e ocidental, a mulher negra parte para uma luta que enegrece esse feminismo e abarca questões específicas relacionadas às violências que sofre. Para a pesquisa, utilizou-se, como aporte teórico, Touraine (2007) e Zinani (2006) para tratar as relações patriarcais; sobre a subalternidade, recorreu-se a Spivak (2012), e sobre a situação específica da mulher negra, a discussão é feita a partir de Kilomba (2019), Carneiro (2003), e Hooks (2019). Nota-se que as mulheres negras de Torto Arado sofrem inúmeras violências, e que cada uma procura, a seu modo, utilizar as armas que possui para construir suas resistências.

Biografia do Autor

Joelma de Araújo Silva Resende, Universidade Federal do Piauí

Graduada em Letras-Português pela Universidade Estadual do Piauí. Especialização em Linguística (UESPI). Especialização em LIBRAS (IFPI). Mestre em Letras (UFPI). Doutoranda em Estudos Literários (UFPI)

Maria Helena de Oliveira, Universidade Federal do Piauí

Possui graduação em Letras - Português pela Universidade Estadual do Piauí (2006). Doutoranda em linguística pela Universidade Federal do Piauí-UFPI, Mestre em Letras - Estudos da Linguagem (UFPI); especialista em Docência do Ensino Superior (FAERPI); especialista em LIBRAS: Língua Brasileira de Sinais (IFPI). É membro (sócio efetivo) da ABRALIN (Associação Brasileira de Linguística). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Portuguesa. Suas pesquisas recentes concentram-se em Educação e Linguagem, em temas, como: Letramento, Ensino de Língua Materna, Leitura e Escrita, LIBRAS. Atualmente é professora de Língua Portuguesa - Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEDUC-PI).

Margareth Torres de Alencar Costa, Universidade Federal do Piauí

Doutora em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco em Teoria Literária (2013) Mestre em Letras - Teoria Literária- pela Universidade Federal de Pernambuco ( 2002). Pós doutorado em Literatura Comparada pela Universidade de Buenos Aires( aguardando certificação). Possui graduação em letras - ( Português e Inglês) pela Universidade Federal do Piauí (1982-1988), Bacharelado em Serviço Social - Universidade Federal do Piauí (1992), graduação em LICENCIATURA PLENA EM LETRAS ESPANHOL pela Universidade Estadual do Piauí (2012),Atualmente é líder do Núcleo de Estudos Hispânicos-NUEHIS - CCHL da Universidade Estadual do Piauí, linha de pesquisa em Literatura , História e Memória. Professora Dedicação Exclusiva da Universidade Estadual do Piauí e coordenadora de área do PIBID Letras Espanhol da Universidade Estadual do Piauí. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em literaturas de Língua Espanhola, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura, história e memória, gênero, recepção e Escrita de si ( autobiografia, autoficção, Memória, Testemunho, literatura do trauma e violência). É membro do GT ANPOLL - RELAÇÕES LITERÁRIAS INTERAMERICANAS: Filiações e afiliações - elaborações discursivas e imagéticas dos legados familiares, étnicos e nacionais e membro do Projeto Ubacity coordenado pela doutora Susana Beatriz Cella- UBA.

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Publicado

01-02-2022

Como Citar

RESENDE, J. de A. S.; DE OLIVEIRA, M. H.; COSTA, M. T. de A. A RESISTÊNCIA DA MULHER NEGRA EM TORTO ARADO DE ITAMAR VIEIRA JR. Revista de Literatura, História e Memória, [S. l.], v. 17, n. 30, p. 24–36, 2022. DOI: 10.48075/rlhm.v17i30.27995. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/27995. Acesso em: 1 jul. 2022.

Edição

Seção

DOSSIÊ: FEMINISMOS E LITERATURAS