Estado e sociedade, totalitarismo e tecnologia: algumas considerações a partir de Herbert Marcuse

Autores

  • Eduardo Barbosa Lenzi

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v0i0.1225

Resumo


Herbert Marcuse emprega o termo “totalitária” para designar as sociedades industriais avançadas, mesmo aquelas que se mantêm sob um regime político democrático. O uso, pelo filósofo, de um termo tão denso quanto este demonstra que, segundo ele, as sociedades democráticas tecnologicamente desenvolvidas guardam uma tendência comum com os regimes nazi-fascistas e stalinistas, qual seja: uma tendência acrítica, na qual as diferenças significativas se contraem e as contradições mais relevantes se aplainam, fazendo emergir, assim, um mundo de uma só dimensão. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é precisamente uma análise do pensamento marcusiano acerca desta organização totalitária da sociedade. Para tanto, este estudo volta-se, principalmente, para os textos do filósofo produzidos nas décadas de 1930 e 1940, procurando neles as origens daquilo que Marcuse viria a chamar, nos anos de 1960, de sociedade unidimensional.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

BARBOSA LENZI, E. Estado e sociedade, totalitarismo e tecnologia: algumas considerações a partir de Herbert Marcuse. Tempos Históricos, [S. l.], p. p. 73–103, 2000. DOI: 10.36449/rth.v0i0.1225. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/1225. Acesso em: 16 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático