A REVOLUÇÃO CUBANA NO BRASIL (1959-1964): RECEPÇÃO E SOLIDARIEDADE NAS ESQUERDAS NACIONALISTAS E EM O SEMANÁRIO

Autores

  • Roberto Bitencourt da SILVA UFF e FAETERJ-Petrópolis/FAETEC.

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v21i1.15633

Resumo


O propósito central é identificar as categorias de percepção e os significados atribuídos à Revolução Cubana, entre as forças sociais e políticas nacionalistas do Brasil, tomando como intervalo temporal de análise os anos de 1959 a 1964. O objeto de estudo corresponde ao periódico O Semanário – veículo de comunicação dotado de uma linha editorial nacionalista, anti-imperialista e de esquerda, fechado pela ditadura civil-militar em 1964. Recorremos às matérias de O Semanário enquanto janela que permita a identificação de ideias e ações das esquerdas nacionalistas silenciadas pelo golpe de 1964. Não correspondendo propriamente a um estudo sobre a Revolução Cubana, o artigo opera com esse tema como recurso para também mapear algumas ideias, práticas, valores e diagnósticos dos problemas brasileiros, entre as forças nacionalistas atuantes na sociedade civil e no Estado. O estudo tende a permitir a observação de uma solidariedade de matiz internacionalista, como também uma saliente identidade latino-americana do nacionalismo de esquerda no Brasil pré-1964. Por outro lado, evidencia o papel desempenhado pelo jornal e pela força mobilizatória e organizacional dos nacionalistas, no processo de formação da opinião e de construção da agenda pública no período, incidindo na emergência da política externa independente.

Biografia do Autor

Roberto Bitencourt da SILVA, UFF e FAETERJ-Petrópolis/FAETEC.

Pós-doutorando em História  (UFF), dr. em História pela UFF e mestre em Ciência Política  (UFRJ). Professor da Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro - FAETERJ-Petrópolis/FAETEC.

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Publicado

20-06-2017

Como Citar

SILVA, R. B. da. A REVOLUÇÃO CUBANA NO BRASIL (1959-1964): RECEPÇÃO E SOLIDARIEDADE NAS ESQUERDAS NACIONALISTAS E EM O SEMANÁRIO. Tempos Históricos, [S. l.], v. 21, n. 1, p. 437–467, 2017. DOI: 10.36449/rth.v21i1.15633. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/15633. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos