COMPLEXO SUCROALCOOLEIRO USINA NOVA AMÉRICA, TERRITÓRIO DE TENSÃO E PODER: OS TRABALHADORES RURAIS DA CANA E A GREVE DE 1962

Autores

  • Antonio Alves BEZERRA

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v21i2.16459

Resumo


O presente artigo reporta-se aos enfrentamentos e tensões políticas dos trabalhadores rurais “boias-frias” frente ao poder das usinas sucroalcooleiras da região de Assis, interior paulista. Sob a perspectiva da História Oral, por meio de recortes da imprensa e de processos trabalhistas, dialoga-se com os relatos de experiências desses trabalhadores e se discute a pluralidade do trabalho realizado por eles. Aborda-se a maneira pela qual percebem e explicam o avanço da mecanização nos campos de duas usinas de açúcar e álcool, como registram em suas memórias essas transformações e quais suas perspectivas no mundo do trabalho. Face a essa questão, discute-se algumas interfaces da mecanização no setor sucroalcooleiro à luz da legislação ambiental. Notadamente, no bojo da legislação em questão, há um paradoxo: se, por um lado, a proibição da queima da cana nas propriedades canavieiras assegurou a proteção da biodiversidade na região, por outro viés, observou-se uma redução significativa na contratação de trabalhadores rurais.

 

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Publicado

20-12-2017

Como Citar

BEZERRA, A. A. COMPLEXO SUCROALCOOLEIRO USINA NOVA AMÉRICA, TERRITÓRIO DE TENSÃO E PODER: OS TRABALHADORES RURAIS DA CANA E A GREVE DE 1962. Tempos Históricos, [S. l.], v. 21, n. 2, p. 321–350, 2017. DOI: 10.36449/rth.v21i2.16459. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/16459. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos