BRANCO, PRETO, PARDO, MORENO OU ESCURO? CLASSIFICAÇÕES RACIAIS NAS CARTEIRAS DOS TRABALHADORES GAÚCHOS (1933-1945)

Autores

  • Clarice Gontarski SPERANZA

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v21i1.17092

Resumo


A criação da Carteira Profissional foi uma das primeiras medidas implantadas por Getúlio Vargas, após sua ascensão ao poder na esteira da chamada Revolução de 1930. O artigo analisa um conjunto de 45.513 fichas de qualificação (formulários) para obtenção da Carteira Profissional entre 1933 e 1945 (abarcando o Estado Novo) no Rio Grande do Sul, e no qual foram encontradas, no campo destinado ao preenchimento do item “cor”, 16 formas diferentes de classificar os operários não-brancos. O estudo estabelece uma relação entre essas classificações raciais e a construção de uma hierarquia social no período. O levantamento aponta para a ação classificatória do Estado, definindo categorias raciais, porém sinaliza a ação dos trabalhadores sobre maneiras de influenciar a definição legal de sua própria cor.

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Publicado

20-06-2017

Como Citar

SPERANZA, C. G. BRANCO, PRETO, PARDO, MORENO OU ESCURO? CLASSIFICAÇÕES RACIAIS NAS CARTEIRAS DOS TRABALHADORES GAÚCHOS (1933-1945). Tempos Históricos, [S. l.], v. 21, n. 1, p. 100–124, 2017. DOI: 10.36449/rth.v21i1.17092. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/17092. Acesso em: 18 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático