RUMO AO MARANHÃO: TEIAS MIGRATÓRIAS E MEMÓRIA DIVIDIDA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v23i2.20710

Palavras-chave:

migração, memória social, toponímia.

Resumo


Busca-se abordar a experiência de migrantes nordestinos na região central do estado do Maranhão, especialmente entre as décadas de 1930 e 1950, quando se registram os índices mais significativos da migração de homens e mulheres provenientes dos estados do Piauí e Ceará. A partir dos livros de casamento das paróquias da região estudada, elabora-se um mapeamento da toponímia dos espaços ocupados por migrantes, cujos nomes remetem à agua, à abundância e esperança de prosperidade, aos santos e santas e a elementos que constituem a natureza desses espaços. Através de entrevistas de História Oral busca-se interpretar as memórias sociais do processo migratório, demarcando-se diferenças em relação aos locais de procedência dos migrantes e à condição social, que estabelece razões objetivas e subjetivas da migração e interpretações distintas desse processo elaboradas e narradas a posteriori.

 

Biografia do Autor

Marcia Milena Galdez FERREIRA, Universidade Estadual do Maranhão

Professora Adjunta II do Departamento de História e Geografia da Universidade Estadual do Maranhão, vinculada ao Programa de Pós-graduação em História, ensino e Narrativas, Dra em História pela Universidade Federal Fluminense

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Publicado

14-04-2020

Como Citar

GALDEZ FERREIRA, M. M. RUMO AO MARANHÃO: TEIAS MIGRATÓRIAS E MEMÓRIA DIVIDIDA. Tempos Históricos, [S. l.], v. 23, n. 2, p. 342–374, 2020. DOI: 10.36449/rth.v23i2.20710. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/20710. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos