Preto velho me contou: tecendo os fios que constroem as representações do escravizado idoso

Autores

  • Livia Lima Rezende Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v24i1.22920

Palavras-chave:

preto-velho, umbanda, memória da escravidão, Pai João, memória cultural

Resumo


O artigo se propõe a explorar as distintas representações dos escravizados idosos nos cenários do pós-abolição Afro-Latino-Americano, tendo como fio condutor três características definidoras dessas figuras, quais sejam: a relevância da oralidade e do ato de narrar estórias; o tratamento familiar que lhes é dirigido; e os processos de elaboração religiosa associados a elas. Os pressupostos teóricos são oferecidos por conceitos como o de memória cultural e monumentaliação, enquanto instrumentaliza-se a história oral e a vivência de campo como principais metodologias de pesquisa. Foi possível notar que, a despeito da relativa estabilidade em sua representação, percebem-se transformações na forma como esse personagem é política e socialmente apropriado, tornando-se cada vez mais um exemplo de resistência pacífica e força libertária.

Biografia do Autor

Livia Lima Rezende, Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduada em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e em História pela Universidade Estácio de Sá, mestre em História pela Universidade Federal de São João del-Rei, e doutoranda em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

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Publicado

23-10-2020

Como Citar

REZENDE, L. L. Preto velho me contou: tecendo os fios que constroem as representações do escravizado idoso. Tempos Históricos, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 489–523, 2020. DOI: 10.36449/rth.v24i1.22920. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/22920. Acesso em: 18 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos