O ônus da civilização: histeria e civilização nas teses médicas brasileiras (1838 – 1890)

Autores

  • Fernando Marques de Mello Júnior Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Assis

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v25i1.24941

Palavras-chave:

histeria, medicina, processo civilizatório, Brasil oitocentista.

Resumo


O desembarque da corte portuguesa em 1808 iniciou um intenso processo de transformações no Rio de Janeiro. Como sede da monarquia, a urbe recebeu investimentos visando à modernização urbana e à europeização dos costumes locais. Segundo a medicina da época, no entanto, esse processo denominado no período de “civilização” poderia trazer aos habitantes, em especial às mulheres, consequências nefastas, dentre elas a histeria. Assim, o estudo visa a mapear o que escreveram os médicos da época a respeito da histeria e de sua relação com a civilização. Para tanto, analisar-se-ão as teses produzidas nas faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, únicos centros de produção intelectual do gênero no país, entre 1838, ano de defesa da primeira tese versando sobre a histeria, e 1890, quando é publicada a primeira tese a respeito da doença em homens, alterando, ainda que timidamente, o padrão de teses sobre o tema.

Biografia do Autor

Fernando Marques de Mello Júnior, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Assis

Mestre em História e Cultura Social (2015) pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Franca) e graduado em História pela mesma instituição. Atualmente, é doutorando na Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Assis) e desenvolve pesquisa sobre a construção da histeria pela medicina brasileira (1837-1909). É, também, professor do curso de Licenciatura em História da Faculdade Barretos

Downloads

Publicado

12-08-2021

Como Citar

MARQUES DE MELLO JÚNIOR, F. O ônus da civilização: histeria e civilização nas teses médicas brasileiras (1838 – 1890). Tempos Históricos, [S. l.], v. 25, n. 1, p. 485–519, 2021. DOI: 10.36449/rth.v25i1.24941. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/24941. Acesso em: 7 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos