Ana e o Rei ou a justificação do colonialismo através do cinema

Autores

  • Susana Guerra

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v15i1.5694

Palavras-chave:

cinema, orientalismo, memória, Sião, imperialismo

Resumo


Uma questão que levanta o estudo da história da Ásia é que esta constrói-se, em princípio, da memória que o ocidente tem da mesma, uma memória parcial que implica uma marcada perspectiva “orientalista”. Partindo da análise de duas produções de Hollywood (“Ana e o Rei do Sião” e “O Rei e Eu”), veremos em que medida o cinema pode funcionar historicamente ao nível da justificação ideológica do colonialismo, colocando em cena uma história individual (a relação formativa e romântica entre Anna, preceptora inglesa na corte siamesa do século XIX, com o rei do Sião) como elaboração feliz de um conflito político cujas secretas violências vêm encobrir, naturalizando uma relação de forças desigual - a ocidentalização forçada do Sião, num momento em que fazia-se sentir em pleno a expansão do imperialismo britânico pelo continente asiático.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

GUERRA, S. Ana e o Rei ou a justificação do colonialismo através do cinema. Tempos Históricos, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 99–113, 2000. DOI: 10.36449/rth.v15i1.5694. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/5694. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: História, Cinema e Música