O FOMENTO NA INDÚSTRIA DE BASE FLORESTAL

Augusto Fischer

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar os programas de fomento florestal praticados pelas indústrias de base florestal, principalmente os segmentos industriais que se caracterizam pelo elevado grau de integração vertical à montante. Diversas condições, como restrições das normas ambientais, e custos de produção limitam a expansão de novos plantios por meio da integração vertical, levando as maiores empresas a desenvolverem a estratégia da coordenação vertical por meio de arrendamentos, parcerias e programas de fomento florestal. Estudou-se os programas de fomento florestal do setor privado, considerando as características de seus contratos e os incentivos praticados para a manutenção dos contratos, com base no referencial teórico da nova economia institucional, destacando-se a teoria dos contratos incompletos de longo prazo e da teoria econômica dos custos de transação. As empresas estruturam modalidades diferentes dos programas de fomento para adequar os incentivos a produtores de acordo com o porte de suas propriedades. As condições para fornecimento de mudas e insumos, os adiantamentos financeiros e a assistência técnica, são semelhantes em todos os programas de fomento. Excetuado o fomento de extensão, os programas baseiam-se na preferência ou obrigação de compra da produção de madeira pela empresa fomentadora.

Palavras-chave

Economia florestal; silvicultura; contratos; custos de transação.

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