Germinação de sementes de maracujá azedo embebidas em soluções em três substratos

Agostinho Zanini, Fabíola Villa, Angela Laufer Hech, Eder Junior Mezzalira, Paulo Ricardo Lima, Tânia Maria Vicentini Prestes, Tatiane Martinazzo Portz

Resumo

A propagação de maracujazeiro azedo se faz por via sexuada, entretanto, ocorre uma variabilidade genética nos pomares, além da germinação ser lenta e variável. Desta forma, recomenda-se a utilização de fito-hormônios. Diante do exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar a embebição de sementes de maracujá azedo em ácido giberélico e emergência em diferentes substratos. Conduziu-se o experimento na Unioeste, entre maio e junho/2014. Utilizaram-se sementes comerciais de maracujá azedo. Para os testes de germinação foram utilizados três substratos, sendo papel germitest, vermiculita e areia. Os substratos foram previamente esterilizados em autoclave, e depositados em caixa Gerbox® esterilizadas com álcool 70%. Posteriormente as sementes foram embebidas por 10 segundos em solução contendo 500 mg L-1 de ácido giberélico (AG3) e/ou água destilada. Após a aplicação dos tratamentos, as sementes foram mantidas em germinador tipo BOD, com temperatura de 2 ºC, sem controle de fotoperíodo. Nestas condições, as sementes permaneceram por 30 dias, realizando contagens diárias do número de germinadas, determinando-se assim a percentagem de germinação, germinação total e índice de velocidade de emergência. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 3x2, contendo quatro repetições e 25 sementes por repetição. O uso de ácido giberélico na pré-embebição aumentou a velocidade de germinação, assim como a percentagem de germinação total. A utilização do AG3 juntamente com os substratos papel germitest e vermiculita, propiciou melhor germinação das sementes de maracujá azedo.

Palavras-chave

embebição; fito-hormônio; Passiflora edulis f. flavicarpa.

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