Digestibilidade protéica da farinha de resíduos da filetagem de tilápias e farinha de vísceras de aves para o piavuçu (Leporinus macrocephalus)

Arcangelo Augusto Signor, Dacley Hertes Neu, Aldi Feiden, Altevir Signor, Flavia Renata Potrich, Wilson Rogerio Boscolo

Resumo

O conhecimento dos coeficientes de digestibilidade permite a elaboração de rações que atendam a exigência nutricional dos animais, pelo conhecimento do aproveitamento dos nutrientes, presentes nos alimentos. O objetivo do presente trabalho foi determinar os coeficientes de digestibilidade da proteína bruta das farinhas de vísceras de aves e farinha de resíduo da indústria de filetagem de tilápias em juvenis de piavuçu (Leporinus macrocephalus). Foram utilizados 60 juvenis de piavuçu com peso inicial médio de 75,05±12,62g, distribuídos em três aquários de coleta com capacidade de 90 litros para a coleta das fezes. O arraçoamento foi realizado à vontade na fase de adaptação de 40 dias, quatro vezes ao dia 8h00, 11h00, 14h00 e 17h00 horas. No período de coleta das fezes, os peixes receberam alimentação as 8h00, 12h00 e 14h00 horas, de forma controlada, porém, das 16h00 às 20h00 horas receberam alimentação à vontade. Após 30 minutos da ultima alimentação foram realizadas as trocas de água e acoplados na parte inferior do aquário, o copo coletor das fezes que eram coletadas as 7h00 horas do dia seguinte. Os peixes foram alimentados com rações purificadas, sendo duas testes e uma referencia. Foi observado que a farinha de tilápia apresentou maior teor de coeficiente de digestibilidade aparente (89,94%) comparada à farinha de vísceras de aves (81,61%). A farinha de resíduos da indústria de filetagem de tilápias e a farinha de vísceras de aves são alimentos protéicos com ótimos índices de digestibilidade aparente da proteína e devem ser utilizados na alimentação do piavuçu, visando formular rações de custo mínimo que atendam às exigências da espécie.

Palavras-chave

aproveitamentos de resíduos; aquicultura; digestibilidade; peixes nativos

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