Produção de biomassa do milheto em função do espaçamento entrelinhas e da densidade de semeadura

João Fernando Domukoski, Antonio Carlos Torres da Costa, Rafael de Lima Lázaro, Keoma de Freitas da Silva, Martios Ecco, José Barbosa Duarte Júnior

Resumo

Devido à grande diversidade de uso do milheto, pouco se sabe sobre qual é o melhor espaçamento e densidade de semeadura que devem ser adotados para o cultivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do espaçamento entre linhas e da densidade de semeadura na produção de biomassa do milheto pérola, na região Oeste do Paraná. O experimento foi conduzido em sistema de semeadura direta, em Tupãssi/PR. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso em esquema fatorial 2 x 4 com quatro repetições. O primeiro fator refere-se à densidade de semeadura (25 e 50 kg ha-1) e o segundo fator refere-se ao espaçamento entre linhas (20, 40, 60 e 80 cm). As avaliações foram realizadas no estádio de florescimento. A utilização de 50 kg ha-1 de sementes de milheto proporcionou maior produção de biomassa, porém promoveu menor perfilhamento e menor número de folhas por planta. A maior produção de biomassa do milheto é obtida quando se utiliza menor espaçamento entre linhas (20 cm) e maior densidade de semeadura (50 kg ha-1 de sementes). Na região oeste do Paraná, o milheto pode ser uma alternativa para a produção de palhada para a cobertura do solo no sistema de semeadura direta e/ou como fonte de forragem para alimentação animal.

Palavras-chave

Pennisetum glaucum, arranjo populacional, plantio direto

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