UMA PERSPECTIVA DA GESTÃO DA SEGURANÇA E DA SAÚDE OCUPACIONAL NA PRODUÇÃO BRASILEIRA DE CAFÉ

Autores

  • Flávia Maria de Mello Bliska Instituto Agronômico - IAC
  • Antonio Bliska Júnior Faculdade de Engenharia Agrícola - Universidade Estadual de Campinas (Feagri/Unicamp)
  • Thaís Maria Santiago de Moraes Barros Fundação Jorge Duprat e Figueiredo - Fundacentro - Ministério do Trabalho

DOI:

https://doi.org/10.48075/igepec.v23i1.19237

Palavras-chave:

Gestão do agronegócio, SST, Segurança e Saúde no Trabalho, Produção de café

Resumo


A agricultura é um dos setores mais perigosos aos trabalhadores, expostos a riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e sujeitos a acidentes. Devido à importância dos impactos sociais e econômicos dos problemas decorrentes da baixa adoção de medidas de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) na produção agrícola e considerando-se que o segmento cafeeiro emprega quantidade significativa de mão de obra, este estudo identifica os pontos fracos da produção de café em relação às normas brasileiras de SST. Foram analisados 24 indicadores de gestão do agronegócio café relacionados à SST, por meio de 1030 questionários aplicados nas regiões produtoras brasileiras. Os principais pontos fracos são: baixa oferta de seguro de saúde aos colaboradores; baixo índice de planejamento quanto às atividades das empresas, incluindo análise de risco e melhorias no ambiente e condições de trabalho; baixa adoção de Código de Conduta e estímulo à sua aplicação na cadeia produtiva; e baixo índice de registros e protocolos de procedimentos das tecnologias, métodos e processos. São Paulo é o estado com os melhores níveis de adoção dos indicadores de SST; a Bahia apresenta os piores. Empresas com certificação agrícola apresentaram melhores resultados do que as demais. Ainda há muito a que ser melhorado na gestão do negócio do café, com relação à SST, independentemente da região, do tamanho da propriedade ou do número de trabalhadores.

Biografia do Autor

Flávia Maria de Mello Bliska, Instituto Agronômico - IAC

Engenheira Agrônoma (1984), Mestre (1989) e Doutora (1999) pela ESALQ/USP.

Pesquisadora Científica VI, Centro de Café "Alcides Carvalho", Instituto Agronômico(IAC), Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Antonio Bliska Júnior, Faculdade de Engenharia Agrícola - Universidade Estadual de Campinas (Feagri/Unicamp)

Engenheriro Agrônomo (ESALQ/USP, 1983); Mestre (1997) e Doutor (2010) pela Feagri/Unicamp.

Trabalha na Coordenadoria de Extensão da Feagri/Unicamp.

Thaís Maria Santiago de Moraes Barros, Fundação Jorge Duprat e Figueiredo - Fundacentro - Ministério do Trabalho

Engenheira Agrônoma (ESALQ/USP, 1983).

Engenheira de Segurança do Trabalho pela Faculdade de Engenharia Industrial (1991).

Mestre (1989), pela ESALQ/USP.

Pesquisadora da Fundacentro/MT

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Publicado

22-11-2019

Como Citar

BLISKA, F. M. de M.; BLISKA JÚNIOR, A.; BARROS, T. M. S. de M. UMA PERSPECTIVA DA GESTÃO DA SEGURANÇA E DA SAÚDE OCUPACIONAL NA PRODUÇÃO BRASILEIRA DE CAFÉ. Informe GEPEC, [S. l.], v. 23, n. 1, p. 162–180, 2019. DOI: 10.48075/igepec.v23i1.19237. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/gepec/article/view/19237. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos