PADRÃO DE ESPECIALIZAÇÃO DA CELULOSE BRASILEIRA E DE SEUS PRINCIPAIS CONCORRENTES NO MERCADO INTERNACIONAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/igepec.v29i2.35115

Palavras-chave:

vantagem comparativa, matriz de especialização de Aquino, setor florestal

Resumo

Esta pesquisa analisou o padrão de especialização da celulose brasileira e de seus principais concorrentes no mercado internacional. Especificamente, estimou-se a competitividade do comércio internacional da celulose brasileira, de 1992 a 2022, pelos índices vantagem comparativa revelada e desvantagem comparativa revelada e analisada a matriz de especialização de Aquino. Verificou-se o Brasil, a Finlândia e o Chile são os países mais competitivos. Brasil, Canadá, Chile, Rússia e Suécia se mantiveram todo o período estudado na especialização interindustrial.

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Biografia do Autor

Jéssia Albertina Carvalho da Silva , Universidade Estadual de Santa Cruz

Administradora e mestre em economia regional e políticas públicas pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Naisy Silva Soares, Universidade Estadual de Santa Cruz

Economista e professora doutora do departamento de ciências econômicas da Universidade Estadual de Santa Cruz

Clayton Alexandre do Amaral, Universidade federal do Sul da Bahia

Graduado como Bacharel em Ciências com Área de Concentração em Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Sul da Bahia (2019), Engenheiro Agrícola e Ambiental também pela Universidade Federal do Sul da Bahia. mestrando em Biossistemas pela Universidade Federal do Sul da Bahia

Lyvia Julienne Sousa Rego, Universidade Estadual de Santa Cruz

Engenheira Florestal e professora doutora da Universidade Federal do Sul da Bahia

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Publicado

21-02-2026

Como Citar

ALBERTINA CARVALHO DA SILVA , J.; SOARES, N. S.; ALEXANDRE DO AMARAL, C.; JULIENNE SOUSA REGO, L. PADRÃO DE ESPECIALIZAÇÃO DA CELULOSE BRASILEIRA E DE SEUS PRINCIPAIS CONCORRENTES NO MERCADO INTERNACIONAL. Informe GEPEC, Toledo, v. 29, n. 2, p. 305–326, 2026. DOI: 10.48075/igepec.v29i2.35115. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/gepec/article/view/35115. Acesso em: 22 fev. 2026.