O ENJEITADO NA SUA “QUALIDADE”: A EQUIDADE SOCIAL E OS EXPOSTOS NO RIO GRANDE DE SÃO PEDRO (SÉC. XVIII-XIX)

Autores

  • Jonathan Fachini da Silva

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v20i2.15794

Resumo


O presente artigo aborda a exposição de crianças, fenômeno amplamente praticado e tolerado em nosso passado colonial e imperial: trata-se do ato de abdicar da criação de um(a) filho(a) o abandonando em um lugar ermo ou na porta de uma casa. O espaço de nossa análise é o continente do Rio Grande de São Pedro, especificamente, a localidade de Porto Alegre, sede da província, e Rio Pardo, localizada a noroeste, fazendo fronteira com a banda oriental. A proposta é discutir a condição social do exposto a partir de sua classificação racial e posição na hierarquia social. Assim, a partir da cor ou da ausência dessa informação nas fontes produzidas durante o século XVIII até meados do XIX, procuramos problematizar a prerrogativa de que grande parte dos expostos eram brancos, bem como, na qualidade de expostos, negros e mestiços poderiam desordenar a equidade social, princípio jurídico do Antigo Regime. Para essa análise nos detemos no cruzamento nominativo de fontes eclesiásticas e administrativas como recurso metodológico, amparado pela Micro-História e a História Social. 

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

SILVA, J. F. da. O ENJEITADO NA SUA “QUALIDADE”: A EQUIDADE SOCIAL E OS EXPOSTOS NO RIO GRANDE DE SÃO PEDRO (SÉC. XVIII-XIX). Tempos Históricos, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 276–300, 2000. DOI: 10.36449/rth.v20i2.15794. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/15794. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos