A LIBERTAÇÃO LINGUÍSTICA DA LITERATURA NACIONAL: TRAMAS DE POLÍTICA, LÍNGUA E LITERATURA NO BRASIL (1930-40)

Autores

  • Gilvana de Fátima Figueiredo GOMES Universidade Estadual de São Paulo "Júlio de Mesquita Filho"; Universidade Estadual do Centro-oeste.
  • Maria Paula COSTA Universidade Estadual do Centro Oeste.

DOI:

https://doi.org/10.36449/rth.v23i2.23310

Palavras-chave:

Estado Novo, Identidade nacional, Língua portuguesa.

Resumo


O texto analisa as contendas políticas e intelectuais ocorridas na década de 1930, que tiveram como eixo a unidade linguística nacional e nas quais tomaram parte os articuladores do Estado Novo, os críticos literários e os romancistas sociais, notadamente, Jorge Amado. O mapeamento dos textos produzidos sobre tema, das instituições, sujeitos e argumentos envolvidos revela as tensões de um período em que a busca pela identidade nacional ocupava lugar central nos projetos políticos e culturais. Conclui-se que, naquele período, os usos da língua presidiam muitas das escolhas políticas e estéticas.

Biografia do Autor

Gilvana de Fátima Figueiredo GOMES, Universidade Estadual de São Paulo "Júlio de Mesquita Filho"; Universidade Estadual do Centro-oeste.

Mestre em História – UNESP/Assis. Doutoranda em História, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Professora do Departamento de História da Universidade Estadual do Centro-Oeste, Guarapuava, PR, Brasil.

Maria Paula COSTA, Universidade Estadual do Centro Oeste.

Doutora em História – UNESP/Assis. Professora do Departamento de História da Universidade Estadual do Centro-Oeste, Guarapuava, PR. Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em História da Universidade estadual de Ponta Grossa, PR, Brasil. Rua Salvatore Renna – Padre Salvador, 875, CEP 85015-430, Guarapuava, PR, Brasil.e-mail: paulaecosta@gmail.com

Referências

AGUIAR, J. Jorge Amado: uma biografia. São Paulo: Todavia, 2018.

AMADO, J. Cacau. Rio de Janeiro: Record, 1982.

AMADO, J. Libertacion linguística de la literatura brasileña. Sur. n. 89, fev. 1942.

BARROS, O de. Língua e identidade nacional no Estado Novo. In: LEMOS, M. T. T. B.; DANTAS, A. T.; BAHIA, L. H. N. América Latina em construção. Rio de Janeiro: 7Letras, 2006.

BIGNOTTO, C. C. Figuras de autor, figuras de editor. As práticas editoriais de Monteiro Lobato. São Paulo: Editora UNESP, 2018.

BOMENY, H. Constelação Capanema: intelectuais e política. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas; Bragança Paulista (SP): Ed. Universidade de São Francisco, 2001.

BUENO, A. M. O Estado Novo e sua relação com os imigrantes: a língua como defesa dos valores nacionais. Disponível em: www.revistas.usp.br/esse/article/49199 Acesso em: 3 jul. 2018.

BUENO, L. Uma história do romance de 30. São Paulo: EDUSP; Campinas: Editora da Unicamp, 2006.

CAMPOS, C. M. A política da língua na era Vargas: proibição do falar alemão e resistência no sul do Brasil. Tese (Doutorado em História). Campinas: UNICAMP, 1998.

CANDIDO, A. A revolução de 1930 e a cultura. Novos Estudos Cebrap, São Paulo, v .4, n. 4, p. 27-36, abr. 1984.

CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

DÁVILA, J. Diploma de brancura: política social e racial no Brasil – 1917-1945. São Paulo: Editora UNESP, 2006.

DIP. A boa linguagem como fundamento da reconstrução nacional. O Brasil de hoje, de ontem e de amanhã, ano I, n. 1, jan. 1940.

DUARTE, E. de A. Jorge Amado: romance em tempo de utopia. Rio de Janeiro: Editora Record, 1996.

GLADSTONE, C. de M. Alencar e a língua brasileira. Conselho Federal de Cultura. 1972.

HENRIQUES, C. C. Atas da Academia Brasileira de Letras, presidência Machado de Assis (1896-1908). Rio de Janeiro: ABL, 2008.

LEITE, R. M. Correspondência: Casais Monteiro e Ribeiro Couto. São Paulo: Editora Unesp, 2016.

LUIZETTI, D. Estudos das constituições do Brasil. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=H-d7DwAAQBAJ&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false Acesso em: 20 fev. 2019.

MONTEIRO, C. A boa linguagem como fundamento da reconstrução nacional. O Brasil de hoje, de ontem e de amanhã, Ano I, n. 2, fev. 1940.

MOURA, A de. Rui e A Replica. In: LACERDA, V. Rui Barbosa: Escritos e Discursos Seletos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997.

O uso obrigatório da ortografia oficial. O Brasil de hoje, de ontem e de amanhã, Ano II, n. 15, mar. 1941.

OLIVEIRA, L. L. As raízes da ordem: os intelectuais, a cultura e o Estado. In: A Revolução de 30: Seminário Internacional. Coleção Temas Brasileiros, v. 54. Brasília: Editora UNB, 1982.

PRAZERES, O. A língua e a nacionalidade. Cultura Política, ano I, n. 5, jul. 1941.

MACHADO FILHO, A. da M. Cultura Política, ano III, n. 26, abr. 1943.

PÉCAULT, D. Intelectuais e a política no Brasil: entre o povo e a nação. São Paulo: Editora Ática, 1990.

RABELO, A. Justificação ao projeto 1676/1999. Diário da Câmara dos Deputados. Disponível: http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD04NOV1999.pdf#page=106 Acesso: 20 jul. 2018.

SALLA, T. M. Literatura, política e legitimação institucional: o romance de 30 e o modernismo de 1922 segundo a retórica estadonovista. Teresa: revista de literatura brasileira, São Paulo, n. 16, 2015.

SAUSSURE, F. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cutrix, 2006.

SCHWARCZ, L. M. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SILVA, P. R. da. Victoria Ocampo e intelectuais de “Sur”: cultura e política na Argentina (1931-1955). Dissertação (Mestrado em História). Campinas: Unicamp, 2004.

SODRÉ, N. W. Memórias de escritos (V. 1) Formação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970.

SORÁ, G. Brasilianas: José Olympio e a gênese do mercado editorial brasileiro. São Paulo: EDUSP: Com-Arte, 2010.

TEYSSIER, P. História da Língua Portuguesa. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Verbete Jorge Amado. Disponível em: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jorge-leal-amado-de-faria Acesso em: 19 jul. 2018.

VIANA, O. Imigração e Colonização – ontem e hoje. A Manhã, ano III, n. 689, Rio de Janeiro, nov. 1943.

Downloads

Publicado

14-04-2020

Como Citar

FIGUEIREDO GOMES, G. de F.; COSTA, M. P. A LIBERTAÇÃO LINGUÍSTICA DA LITERATURA NACIONAL: TRAMAS DE POLÍTICA, LÍNGUA E LITERATURA NO BRASIL (1930-40). Tempos Históricos, [S. l.], v. 23, n. 2, p. 41–64, 2020. DOI: 10.36449/rth.v23i2.23310. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/temposhistoricos/article/view/23310. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê Temático