Formação de mudas de videiras labruscas através de enxertia de mesa em região subtropical de baixa altitude

Fabíola Villa, Paulo Antonio Dall'Oglio, Celio Potrich

Resumo

Como opção de novas cultivares, diante do exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar a formação de mudas de quatro cultivares de videiras rústicas sobre duas cultivares de porta-enxertos, através de enxertia de mesa. O experimento foi realizado em propriedade particular no município de Toledo, Paraná. Realizou-se o tratamento das estacas do porta-enxerto em solução enraizadora, permanecendo emergidas em água por seis dias. Posteriormente foram colocadas em sacolas plásticas, tendo como substrato solo proveniente da camada arável. Em seguida, realizou-se a enxertia de mesa. Após 20, 40 e 60 dias da enxertia, avaliou-se a percentagem de brotações. Em seguida, foram quantificados a percentagem de compatibilidade entre porta-enxerto e cultivar copa e comprimento médio do enxerto. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados, em esquema fatorial 4 x 2, contendo 4 repetições e 100 estacas por tratamento. A cultivar copa Concord Clone 30 enxertada sobre o 420-A apresentou maior percentagem de brotações. Entretanto a cultivar copa Vênus foi superior para o mesmo parâmetro quando enxertado sobre o porta-enxerto IAC-766 Campinas. Para a percentagem de compatibilidade, verificou-se melhor combinação da cultivar copa Violeta enxertada sobre o porta-enxerto 420-A. Ambos os porta-enxertos são indicados para as cultivares testadas, pois apresentaram alta percentagem de pegamento e boa compatibilidade. O porta-enxerto 420-A é mais indicado para as cultivares copa Concord Clone 30 e Violeta. Para a cultivar Vênus o porta-enxerto IAC-766 Campinas foi mais vigoroso.

Palavras-chave

Vitis; estaquia; propagação assexuada; fitormônio

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