O Questionamento do Discurso Colonial em “Viagem ao México”, de Silviano Santiago e “Concerto Barroco”, de Alejo Carpentier

Gabriel Both Borella

Resumo


RESUMO: A dominação, sobretudo, discursiva, foi o que moldou o pensamento das ex-colônias europeias mundo afora. Ao estabelecer um pensamento hegemônico, baseado no olhar do colonizador, o discurso colonial, por muito tempo, relatou a história apenas pela ótica do dominador. Diante disso, neste artigo, demonstro como a literatura e as teorias pós-coloniais vêm apresentando uma alternativa para se repensar o passado dessas nações e, consequentemente mudar, ideologicamente o olhar em relação a si mesmas e aos outros. Especificamente, neste trabalho, analiso como as obras “Viagem ao México”, de Santiago Santiago, e “Concerto Barroco”, de Alejo Carpentier, buscam por meio do questionamento do discurso oficial repensar o processo de colonização espanhola no México e a relação colonizador-colonizado. A partir dessa análise, demonstro como as teorias pós-coloniais não desejam apagar o passado, mas confrontá-lo com uma outra perspectiva (a pós-colonial) mais dialógica e menos hierarquizada, na qual as vozes distintas convivem de forma simultânea.

PALAVRAS-CHAVE: Literatura pós-colonial, passado, discurso.


Palavras-chave


Pós-colonialismo; discurso; passado; colonizador, colonizado; México

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Referências


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