MÍDIA E ALTERIDADE: DISCURSOS DA NATUREZA NA REVISTA O CRUZEIRO

Hertz Wendel de Camargo

Resumo


Este artigo analisa os discursos atados à natureza por meio de
suas imagens, na edição número um da revista O Cruzeiro (1928-1975). Esta publicação foi a primeira revista de circulação nacional e periodicidade semanal e desempenhou importante papel na formação não apenas de um público leitor, mas na formação de editores, jornalistas e fotógrafos. Esta publicação, pelo tempo de circulação, promoveu a educação estética e visual dos produtores de revistas atuais o que acaba por promover a persistência de memórias e linguagens presentes nas revistas hodiernas. Analisar as revistas do passado é importante para perceber e desfraldar os diversos discursos presentes não apenas nas revistas contemporâneas, mas na cultura midiática de forma geral. Dentre tais discursos, o da natureza como elemento lançado à alteridade e em oposição ao urbano é recorrente. Na sua primeira edição, a revista O Cruzeiro aborda a temática do progresso, elemento que representa em discurso a não-natureza, hoje latente, silenciado no discurso da ecologia, da sustentabilidade e da salvação do planeta.

Palavras-chave


natureza, mídia, revista, linguagem

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DOI: https://doi.org/10.5935/rl&l.v9i17.2081

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