A POLÍTICA LINGUÍSTICA DO PROJETO ESCOLAS INTERCULTURAIS BILÍNGUES DE FRONTEIRA DO MERCOSUL: ENSINO DE SEGUNDA LÍNGUA PARA AS ÁREAS FRONTEIRIÇAS

Karina Mendes Thomaz

Resumo

O presente trabalho insere-se na área acadêmica da Sociolinguística, dentro da linha de pesquisa Política Linguística, e pretende, a partir dos documentos oficiais, depreender as políticas linguísticas do MERCOSUL para o bloco e para a área fronteiriça, respondendo a questão “que política linguística fundamenta a implementação do Projeto Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira?”. Desvela-se, então, políticas linguísticas diferenciadas que implicam em diferentes estratégias de ensino, envolvendo ou o ensino de língua estrangeira (no âmbito lato do MERCOSUL) ou o ensino de segunda língua (o âmbito estrito das fronteiras do bloco). Pela análise de relatórios das Reuniões Bilaterais do Projeto Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira (PEIBF) entre as equipes de Brasil e Argentina e pelos diagnósticos linguísticos realizados pelas equipes nas respectivas cidades participantes do PEIBF, mostra-se como a falta de uma maior sistematização das diferenças entre as políticas linguísticas do MERCOSUL pode caracterizar-se como um empecilho ao desenvolvimento do PEIBF, uma vez que algumas propostas da equipe argentina responsável pelo projeto parecem ir ao encontro do ensino de língua estrangeira e não do de segunda língua.

Palavras-chave

Política Linguística; Escolas Interculturais Bilíngues de Fronteira; Mercosul.

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