SÉRGIO MONTEIRO ZAN E A VERTIGEM DA LINGUAGEM

Renato Suttana

Resumo

Partindo da noção de permanência das obras literárias no tempo, este artigo traz uma abordagem da poesia de Sérgio Monteiro Zan, apresentada em seu livro As horas sonâmbulas: sonetos extemporâneos, de 2001, com o intuito de perquirir algumas de suas linhas de força e alguns elementos de sua linguagem. Herdeira declarada das realizações do chamado “Simbolismo” de fins do século XIX, tal poesia elege a sua linguagem no espaço de algumas práticas específicas (de forma, vocabulário, sintaxe, imagens), experimentando, na escolha, a possibilidade de uma clivagem que dá à linguagem poética um idioma próprio, ao mesmo tempo pleno e senhor de si, mas esvaziado em suas relações com a linguagem corrente. Esse elemento – que chamamos de vertiginoso – leva a uma reflexão sobre os caminhos da poesia em nossos dias e em suas relações com o passado e a tradição.

Palavras-chave

Poesia brasileira; Poesia contemporânea; Linguagem; Simbolismo; Sérgio Monteiro Zan

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