NOTAS DE "DESCONSTRUÇÃO" NO POEMA GALÁXIAS, DE HAROLDO DE CAMPOS

Autores

  • Rodrigo Guimarães

DOI:

https://doi.org/10.5935/rl&l.v9i17.2072

Palavras-chave:

Literatura Contemporânea, Haroldo de Campos, Gilles Deleuze

Resumo


Este artigo analisa os procedimentos desconstrutores efetuados
na linguagem, evidenciados no poema-livro Galáxias (1984), de Haroldo de Campos, em que a concepção de escritura é estabelecida como “jogo”. Utilizou-se como referencial teórico-metodológico as formulações de Gilles Deleuze, sobretudo o seu conceito de instância paradoxal, e as reflexões de Jacques Derrida, especialmente as formulações que deslocam a concepção de unicidade do sentido. Conclui-se que a textualidade de Galáxias realiza incessantes desterritorializações no campo da sintaxe, do léxico, da lógica e da semântica. No entanto, os procedimentos executados na materialidade da linguagem nesse longo poema variam significativamente entre seus diferentes fragmentos, alcançando inusitados efeitos de desestabilização do código estabelecido. Enfim, constata-se que o livro-viagem (ou a viagem como livro) de Haroldo de Campos trouxe uma contribuição significativa à poesia brasileira do século XX, sobretudo no que diz respeito aos textos de inovação ou às escrituras denominadas “desconstrutoras”.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

GUIMARÃES, R. NOTAS DE "DESCONSTRUÇÃO" NO POEMA GALÁXIAS, DE HAROLDO DE CAMPOS. Línguas & Letras, [S. l.], v. 9, n. 17, p. p. 175–186, 2000. DOI: 10.5935/rl&l.v9i17.2072. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/2072. Acesso em: 26 jun. 2022.

Edição

Seção

Estudos Literários