O CANTO DA SAUDADE EM MÚSICAS POPULARES ALEMÃS DA TERCEIRA IDADE

Autores

  • Ciro Damke

DOI:

https://doi.org/10.5935/rl&l.v10i18.2251

Palavras-chave:

Variações e mudanças linguísticas, Música popular alemã.

Resumo


No presente trabalho, serão analisadas variações e mudanças nas diversas versões da música Schön ist die Jugend (Bela é a juventude). Inicialmente, essa música era cantada como um canto de saudade dos anos da juventude que não voltam mais. Com as diversas alterações que o texto musical sofreu ao longo dos anos, hoje ele é cantado como um verdadeiro hino nacional por pessoas da Terceira Idade dos Clubes de Idosos dos diversos municípios da região Oeste do Paraná e do Sul do Brasil, onde a língua e a cultura alemãs ainda são usadas. Segundo a Sociolinguística, as línguas estão sujeitas a alterações e mudanças pelo uso que os falantes fazem dela. É fácil afirmar isso de textos falados ou escritos, em prosa. À primeira vista, poderia parecer que textos/letras de músicas não se alteram, pois estão sujeitos a alguns requisitos normatizantes, como rima, ritmo e cadência. No entanto, uma análise um pouco mais apurada de algumas letras nos mostra o quanto também esses textos estão sujeitos a variações e mudanças, tanto na perspectiva sincrônica quanto diacrônica. Diversos autores (como RIEMANN, 1971, e LARAIA, 1986) chamam a atenção para esse aspecto, o qual eles definem como dinamicidade, que estaria presente com maior intensidade justamente em músicas populares. Para comprovar e analisar esse aspecto em letras musicais, escolhemos a música popular alemã Schön ist die Jugend, uma das mais cantadas pelos descendentes de imigrantes alemães, em especial por pessoas da chamada Terceira Idade, no Oeste do Paraná..

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

DAMKE, C. O CANTO DA SAUDADE EM MÚSICAS POPULARES ALEMÃS DA TERCEIRA IDADE. Línguas & Letras, [S. l.], v. 10, n. 18, p. p. 85–96, 2000. DOI: 10.5935/rl&l.v10i18.2251. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/2251. Acesso em: 26 maio. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: Um Olhar para o Linguístico