CARTOGRAFIAS DA ESPANHA NA LÍRICA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO

Autores

  • Adriana Aparecida de Figueiredo Fiuza

DOI:

https://doi.org/10.5935/rl&l.v10i18.2262

Palavras-chave:

Lírica brasileira, João Cabral, Relações Brasil-Espanha.

Resumo


As referências culturais à Espanha estão presentes na lírica de João Cabral de Melo Neto desde Pedra do sono (1942); como consequência, a geografia espanhola surge em vários poemas ao longo de sua produção literária. No ano de 1990, o poeta expressa sua preferência pela região de Andaluzia ao publicar Sevilha Andando e Andando Sevilha. Nesta obra, o eu-lírico apresenta uma cidade marcada por uma essência sensual e feminina, onde o espaço materializa-se na forma da mulher sevilhana. Não obstante, a obra revela também uma Sevilha percorrida pelo próprio eu-lírico, recuperando a cartografia da cidade em seus bairros tradicionais, em seus traços geométricos por meio da descrição de sua arquitetura, da riqueza do cotidiano e dos tipos andaluzes. Este artigo tem por objetivo examinar como o território espanhol, representado no poema A sevilhana que não se sabia, do livro em questão, constitui-se em espaço de relações interculturais entre Brasil e Espanha, através do olhar que o poeta lança à cultura do Outro.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

FIUZA, A. A. de F. CARTOGRAFIAS DA ESPANHA NA LÍRICA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO. Línguas & Letras, [S. l.], v. 10, n. 18, p. p. 227–239, 2000. DOI: 10.5935/rl&l.v10i18.2262. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/2262. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: Percurso pelos Estudos do Texto Literário