Representação, Memória e Identidade Cariri Presentes na Obra Mãe D’água, de Tkaynã e Laura Bacellar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5935/1981-4755.20220011

Palavras-chave:

Cultura, Literatura Indígena, Representação

Resumo


Este artigo apresenta uma análise do conto literário infantojuvenil Mãe D’água – Uma história dos Cariris, publicado em 2008 por Tkaynã, indígena da etnia Kariri Xocó Fulni-ô e Laura Bacellar. A obra apresenta diversos aspectos da cultura desta etnia, desde elementos de seu cotidiano até seus ritos e simbolismos, a partir da mitologia. O modo de ser e de viver dos Cariris, representado na obra, auxilia na preservação da memória cultural, bem como na divulgação dos aspectos que caracterizam sua identidade, a partir de sua cosmovisão. Nesse sentido, a obra contribui também para a disseminação da riqueza cultural deste grupo a partir da literatura, que assim também faz preservar as histórias que, na tradição, são passadas de forma oral. As análises efetuadas dizem respeito à compreensão das representações e do conjunto de símbolos compartilhados pelo grupo, bem como a representação de sua identidade.

Biografia do Autor

Francine Michele Rodrigues, Universidade Feevale

Mestranda em Processos e Manifestações Culturais pela Universidade Feevale, de Novo Hamburgo/RS.

Marinês Andrea Kunz, Universidade Feevale

Doutora em Letras (PUCRS), professora e pesquisadora do PPG em Processos e Manifestações Culturais, da Universidade Feevale, de Novo Hamburgo/RS.

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Publicado

13-01-2022

Como Citar

RODRIGUES, F. M.; KUNZ, M. A. Representação, Memória e Identidade Cariri Presentes na Obra Mãe D’água, de Tkaynã e Laura Bacellar. Línguas & Letras, [S. l.], v. 22, n. 53, 2022. DOI: 10.5935/1981-4755.20220011. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/25900. Acesso em: 24 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê: Literatura e Política: Periferias e Fronteiras