QUANDO A ILUSÃO É SAGRADA E A VERDADE, PROFANA: LEGITIMIDADE ESTÉTICA EM CLARICE LISPECTOR E CAROLINA MARIA DE JESUS

Autores

  • Léo Mackellene Gonçalves de Castro

Palavras-chave:

Legitimidade Estética. Realidade e Ficção. Clarice Lispector. Carolina Maria de Jesus.

Resumo


O que há em A hora da Estrela, de Clarice Lispector, que falta em O quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, a que só o primeiro seja considerado “ficção”? A pergunta é menos óbvia do que parece e a resposta está mergulhada em relações de poder. É objetivo deste artigo discutir como a definição do que é (ou não) literatura, as relações literárias que estabelecem o cânone e, consequentemente, a constituição da História da Literatura perpassam a questão da legitimidade estética. Na primeira parte do artigo, “Como e por que considerar tais ou tais obras como ‘literatura’?”, trato da relação entre literatura e mais valia na perspectiva de entender o nascimento da ficção. Na segunda parte, “A verdade profana de A hora da estrela”, discuto a respeito da relação íntima entre Clarice Lispector, Rodrigo S. M. e Macabéa, no sentido de demonstrar a simbiose existente entre os três; configurando-se como uma obra que se pretende menos fictícia do que o que se lhe entende. Na terceira, “A ilusão sagrada no Quarto de Despejo”, intento demonstrar como o livro de Carolina Maria de Jesus corresponde a todos os critérios que Richard Shusterman (1998) aponta como necessário a que determinada obra seja considerada “literatura”, fazendo dela uma obra de ficção mais do que o que o subtítulo sobre ela impresso (“Diário de uma favelada”) deixa transparecer.

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Publicado

30-01-2014

Como Citar

GONÇALVES DE CASTRO, L. M. QUANDO A ILUSÃO É SAGRADA E A VERDADE, PROFANA: LEGITIMIDADE ESTÉTICA EM CLARICE LISPECTOR E CAROLINA MARIA DE JESUS. Línguas & Letras, [S. l.], v. 14, n. 27, 2014. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/7113. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Estudos Literários