Salve a jurema sagrada! Das revelações aos conflitos, do gênero neutro ao feminismo em música

Laila Rosa

Resumo

O artigo discute sobre música no culto da jurema, pensando nas relações de gênero e poder numa perspectiva feminista, ou seja, gênero não como um recorte de variáveis universo musical masculino versus universo musical feminino que reforça a idéia de universalidade baseada num modelo masculino, mas como ferramenta analítica para pensar sobre as desigualdades entre homens e mulheres. O artigo está dividido em três partes que discutem música e poder de uma forma geral: 1) poder no contexto religioso a partir de uma festa de jurema protagonizada por dois homossexuais, seu mestre e sua mestra, e como o momento de receber as entidades espirituais representa um momento de empoderamento; 2) da suposta “pureza” de um lado e da marginalização de outro, onde se situa o culto da jurema, assim como das assimetrias musicais vivenciadas por homens e mulheres; 3) discussão sobre gênero, poder e patriarcado pra pensar música e performance e retomar a questão do homossexualismo no contexto religioso.

Palavras-chave

Culto da jurema; Música; Gênero; Poder.

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