Sobre Teatro e outros babados: considerações sobre a prática artístico-docente político-libertária

Caio César Silva Rocha, Aroldo Santos Fernandes Junior

Resumo


Este artigo – capítulo primeiro do trabalho monográfico intitulado “Teatro não é bagunça, meu bem: por uma prática docente político-libertária - tem por objetivo reverberar, a partir de reflexões propiciadas pelos autores Gilberto Icle (2007, 2010, 2011), Jorge Larrosa (2002, 2011), Augusto Boal (2012), Beatriz Cabral (2006), Helena Katz e Christine Greiner (2005), Michel Foucault (1987), Antônio Nóvoa (2009), Ingrid Koudela e Arão Paranaguá de Santana (2005) acerca da importância do ensino de Teatro na Educação Básica, assim como refletir sobre como a prática artístico-docente político-libertária em teatro contribui, de forma significativa, no processo de desconstrução e edificação de conceitos e saberes necessários para a instrução e formação crítico-política dos sujeitos, saberes esses que vão além dos conteúdos programáticos aplicados em sala de aula e que coadunam para um melhor entendimento e/ou leitura de mundo. Além disso, o texto também debate sobre a importância da mencionada prática docente como um poderoso caminho de resistência política frente aos nocivos projetos como o Escola Sem Partido (2015) e a já aprovada Lei n° 13.415/2017 que trata sobre a Reforma do Ensino Médio, que têm por intento principal desmantelar a educação brasileira, com o claro objetivo de transformar os estudantes em seres apolíticos e acríticos.

Palavras-chave


Pedagogia do Teatro. Prática Artístico-Docente. Docência em Teatro.

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