VARIAÇÃO LEXICAL: UM OLHAR PARA A FORMAÇÃO CULTURAL DO FALANTE

Autores

  • Jéssyca Finantes do Carmo Bózio
  • Sanimar Busse

Resumo


O Oeste paranaense, última área do Estado do Paraná a ser colonizada, teve na sua história a presença de grupos distintos que povoaram as localidades em diferentes momentos e, por isso, esta região pode ser descrita pelo seu polimorfismo linguístico. Esses distintos momentos do povoamento da região culminaram, de acordo com Busse (2010), na transferência, na troca e na adoção de elementos da cultura e também da língua dos diferentes grupos que aqui se reuniram. A investigação sobre as variantes lexicais podem fornecer uma percepção do percurso da história das variantes lexicais selecionadas, buscando definir quais as variantes trazidas pelos grupos de origem e quais as variantes trazidas pelos grupos que migraram para essa região recentemente encontram-se mais preservadas, considerando que as variantes trazidas pelos primeiros migrantes (sulistas) são as mais prestigiadas e aquelas trazidas pelos migrantes mais recentes (paulistas e mineiros) são as formas menos prestigiadas (inovadoras) da língua e assim, por meio da descrição das variantes semântico-lexicais, identificaremos qual a geração, a faixa etária e o sexo do grupo que preserva as formas dos grupos de origem.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

BÓZIO, J. F. do C.; BUSSE, S. VARIAÇÃO LEXICAL: UM OLHAR PARA A FORMAÇÃO CULTURAL DO FALANTE. Línguas & Letras, [S. l.], v. 15, n. 31, 2000. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/11537. Acesso em: 28 jan. 2022.

Edição

Seção

Estudos Linguísticos