“A GENTE SEMPRE TEM UMA CONVICÇÃO MUITO MAIOR DO QUE VAI FAZER AOS 20 DO QUE COM 15 ANOS”: A JUVENTUDE COMO “IMATURIDADE” .

Autores

  • Alessandra Amaral da Silveira Universidade Federal de Pelotas
  • Caroline Braga Michel Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.17648/educare.v13i27.16297
Agências de fomento
Capes

Palavras-chave:

Corpo. Juventude. Body Modification

Resumo

Essa pesquisa tem como objetivo analisar o que os sujeitos que não possuemmodificações corporais dizem sobre elas, relacionando-as com o debate sobre a juventude. Consideramos práticas corporais, para essa pesquisa, as vinculadas ao body modification, que são: os piercings, as tatuagens, os dilatadores, as escarificações etc. Nesse sentido, demarcamos o espaço escolar para realizar esta investigação, por ser um local que abriga uma diversidade de sujeitos jovens. Para tanto, utilizamos como metodologia de pesquisa o Grupo Focal, pois é um recurso que faz a coleta da produção de dados através das discussões entre os participantes, não tendo a intenção de atribuir valores às questões problematizadas, mas sim problematizar as inúmeras variações de significados atribuídos pelos sujeitos às modificações corporais é que sentimos necessidade, de dar voz aos indivíduos que não aderiram às práticas das práticas do body modification, buscando verificar o que eles pensam sobre essa maneira de intervir na corporeidade e quais discursos sustentam a não adesão a essas práticas. Esse estudo foi realizado numa escola de ensino médio, intitulada Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) localizada na cidade do Rio Grande/RS, no estado do Rio Grande do Sul. As principais considerações encontradas durante a análise dos dados foram: a preocupação em associar às práticas corporais algum significado, ou seja, os participantes afirmaram que uma modificação corporal deve ter um motivo ou a um fato significativo da vida, entre outros. Além disso, os participantes reforçaram o discurso de que a juventude não possui “maturidade suficiente” para tomar decisões importantes, devido a inconstância de sentimentos que é associado ao ser jovem; também identificamos a preocupação com o emprego, já que os jovens da pesquisa demarcam que possuir uma modificação corporal relacionadas ao body modification pode comprometer o acesso ao mercado do trabalho.

Biografia do Autor

Alessandra Amaral da Silveira, Universidade Federal de Pelotas

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas e integrante do grupo de pesquisa de História da Alfabetização, Leitura, Escrita e dos Livros Escolares (HISALES).

Caroline Braga Michel, Universidade Federal de Pelotas

Pós-Doutoranda em Educação na Universidade Federal de Pelotas no Grupo de Pesquisa de História da Alfabetização, Leitura, Escrita e dos Livros Escolares (HISALES). Doutora em Educação pela mesma universidade.

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Publicado

29-08-2018

Como Citar

DA SILVEIRA, A. A.; MICHEL, C. B. “A GENTE SEMPRE TEM UMA CONVICÇÃO MUITO MAIOR DO QUE VAI FAZER AOS 20 DO QUE COM 15 ANOS”: A JUVENTUDE COMO “IMATURIDADE” . Educere et Educare, [S. l.], v. 13, n. 27, p. DOI: 10.17648/educare.v13i27.16297, 2018. DOI: 10.17648/educare.v13i27.16297. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/educereeteducare/article/view/16297. Acesso em: 29 fev. 2024.