ALBERTO TORRES: A IDENTIDADE NACIONAL COMO SUSTENTÁCULO PARA A ORDEM E O PROGRESSO NO BRASIL

Autores

  • Érica Myeko Ohara Itoda Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR)
  • Marcília Rosa Periotto Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR)

DOI:

https://doi.org/10.17648/educare.v12i27.18151

Palavras-chave:

Educação. Alberto Torres. Identidade Nacional- Ordem e Progresso

Resumo


O artigo analisa a formação da identidade nacional no pensamento de Alberto Torres nas primeiras décadas da República, entendida como condição de ordem e progresso e de valorização dos trabalhadores nacionais. Suas obras A organização nacional (1914), O problema nacional brasileiro (1914) e As fontes da vida no Brasil (1915) discutem a urgência de criar de fato um modelo de nação e evidenciam os conflitos sociais na transição do século XIX ao século XX. Em oposição ao imperialismo e ao movimento imigratório, Alberto Torres defendia a vocação rural, tida como natural aos brasileiros, a propriedade nacional dos recursos naturais e a educação do homem do campo de forma a desenvolver o sentimento de amor a terra, evidenciando tal posicionamento o caráter conservador do seu pensamento. Frente a um discurso legitimador da superioridade de raça, da entrada de capital estrangeiro bem como da falta de conhecimento das reais necessidades do Brasil, a constituição de um sentimento de nação era obstruído pela ausência de uma consciência de amor aos interesses nacionais. Debate-se ainda a necessidade de um sistema de ensino capaz de estabelecer o sentimento patriótico e, ao mesmo tempo, instruir os cidadãos nos aspectos básicos para o desenvolvimento econômico da nação. As questões postas no alvorecer da República ainda mostram-se atuais. Em nossos dias, o pensamento de Alberto Torres sobre as limitações ao desenvolvimento da identidade nacional converte-se em realidade: o Brasil ainda é submisso às investidas estrangeiras, não há interesse político na formação do povo consciente da realidade da nação, as crises climáticas e o avanço da indústria do agronegócio em detrimento da agricultura de subsistência comprometem o cenário social brasileiro, entre outras questões relevantes. Tais aspectos exigem uma reflexão aprofundada sobre as causas históricas de quadros político-econômicos e antissociais persistentes. 

Biografia do Autor

Érica Myeko Ohara Itoda, Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR)

Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR). Aluna do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá: Doutorado em Educação (2016).

Marcília Rosa Periotto, Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR)

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP-SP). Professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM-PR). Departamento de Fundamentos da Educação.

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Publicado

20-12-2017

Como Citar

ITODA, Érica M. O.; PERIOTTO, M. R. ALBERTO TORRES: A IDENTIDADE NACIONAL COMO SUSTENTÁCULO PARA A ORDEM E O PROGRESSO NO BRASIL. Educere et Educare, [S. l.], v. 12, n. 27, 2017. DOI: 10.17648/educare.v12i27.18151. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/educereeteducare/article/view/18151. Acesso em: 26 jun. 2022.

Edição

Seção

Dossiê temático: Ordem e progresso: Memória, positivismo e Política