A CONTROVÉRSIA NA EXPLICAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE OS FENÔMENOS ELÉTRICOS E MAGNÉTICOS NO EXPERIMENTO DE ORSTED E UMA POSSÍVEL ABORDAGEM EM SALA DE AULA

Mayara Ricardo de Oliveira, Marcos Cesar Danhoni Neves

Resumo

Com o Ensino de Física cada vez mais conteudista e voltado para provas e vestibulares, os aspectos conceituais e epistemológicos de Ciência estão ficando esquecidos em sala de aula. Desse modo, os assuntos relacionados à História da Ciência são pouco discutidos, o que torna mais evidente a visão fechada que os alunos têm de uma ciência verdadeira, linear e absoluta. Neste sentido, ações metodológicas como a utilização da História e Filosofia da Ciência, desde que bem conduzidas e trabalhadas pelo professor, podem proporcionar uma melhor construção do conhecimento científico aos estudantes. Um dos exemplos do uso da História da Ciência que pode ser utilizado em sala de aula é a abordagem sobre a controvérsia existente por trás do experimento de Orsted, 1820, onde há uma divergência na explicação de vários cientistas sobre a relação existente entre os fenômenos elétricos e magnéticos, que começaram a ser aprofundadas a partir deste experimento. Este trabalho teve como intuito analisar essa controvérsia, destacando os estudos feitos por Ampère, Orsted e Faraday, e verificar como os livros didáticos abordam este assunto. E ainda, sugerir uma proposta de aplicação deste tema em sala de aula. Para tal compreensão foi utilizada a análise bibliográfica para embasamento teórico, que culminou na explicação sobre a controvérsia e também sobre a importância do uso da História da Ciência em sala de aula. 

Palavras-chave

Ensino de Física. História da Ciência. Experimento de Orsted.

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