Significação, apropriação e linguagem química: aportes da teoria histórico cultural

Autores

  • Bárbara Cristina Dias dos Santos
  • Jaqueline Ritter

DOI:

https://doi.org/10.33238/ReBECEM.2021.v.5.n.3.28517

Resumo


O respectivo trabalho refere-se a uma breve revisão bibliográfica, tendo como objetivo de mapear três termos de busca, os quais fazem parte do aporte teórico da Abordagem Histórico Cultural (THC). Os termos utilizados para o mapeamento foram: “significação química”; “linguagem química” e “apropriação química”, sendo estes pesquisados em dois portais de busca: o periódico da CAPES e o portal da SCIELO Brasil. Os resultados encontrados consistiram em 13 trabalhos de pesquisa que se embasaram na Perspectiva da THC de variadas formas e abrangências. As análises desenvolvidas seguiram a metodologia da Análise Textual Discursiva e apresentaram discussões sobre como de fato ocorre a aprendizagem e o desenvolvimento de significações conceituais e culturais por proposições. Tendo como base o processo de internalização dos conceitos, sendo esses concebidos como signos mediadores, os quais foram apresentados pela via da experimentação, do jogo, da pesquisa, das abordagens temáticas e entre outros.

Referências

BENITE, A. M. C.; BENITE, C. R. M. O laboratório didático no ensino de química: uma experiência no ensino público brasileiro. Revista Iberoamericana de Educación, Goiás, v. 48, n. 2, , p. 01-10, 2009.

FIORIN, J. L. Introdução ao pensamento de Bakhtin. 2 Ed. São Paulo: Ática, 2011.

FLOR, C. C.; CASSIANI, S. Estudos envolvendo linguagem e educação química no período de 200 a 2008 – Algumas considerações. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 14, n. 1, p. 181–193, 2012.

FONSECA-JANES, C. R. X.; LIMA, E. A. O processo de formação de conceito na perspectiva Vigotskiana. Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 22, n. 39, p. 195-204, 2013.

MORAIS, R. O.; SILVA, T. S.; OLIVEIRA, J. B. Reflexão sobre a pesquisa em ensino de Química no Brasil através do panorama da linha de pesquisa: Linguagem e Formação de Conceitos. Holos, Natal, v. 4, n. 1, p. 473–491, 2014.

MORAES, R.; GALIAZZI, M. C. Análise textual discursiva. 3. ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2016.

NASCIMENTO, J. M.; AMARAL, E. M. R. O papel das interações sociais de atividades propostas para o ensino-aprendizagem de conceitos químicos. Ciência & Educação, Bauru, v. 18, n. 3, p. 575–592, 2012.

MESSEDER-NETO, H. S.; MORADILLO, E. F. O jogo no ensino de química e a mobilização da atenção na apropriação do conteúdo científico: aportes da psicologia histórico-cultural. Ciência & Educação, Bauru, v. 23, n. 2, p. 523–540, 2017.

MESSEDER-NETO, H. S. O lúdico no ensino de química na perspectiva histórico-cultural: além do espetáculo, além da aparência. 1. ed. Curitiba: Editora Prismas, 2016.

OLIVEIRA, J. R. S. A perspectiva sócio-histórica de Vigotski e suas relações com a prática da experimentação no ensino de Química. Revista Educação em Ciências e Tecnologia, Florianópolis, v. 3, n 3, p. 25-45, 2010.

RITTER, J.; MALDANER, O. A. CTS na Situação de Estudo: Desenvolvimento de currículo e formação de professores. Práxis & Saber, Boyocá – Colômbia, v. 6, n. 11, p. 195–214, 2015.

RUALES, C. D. A evolução das definições em conceitos e os artefatos mediadores no ensino de química. 2019. 93f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências) - Instituto de Educação Ambiental, Ciências e Matemática, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande - RS, 2019.

SANGIOGO, F. A.; HALMENSCHLAGER, K. R.; HUNSCHE, S.; MALDANER, O. A. Pressupostos Epistemológicos que balizam a situação de estudo: Algumas implicações ao processo de ensino e a formação docente. Ciência & Educação, Bauru, v 19, n 1. 2013.

SANGIOGO, F. A.; WOYCIECHOSWSKY, R.; ROSA, S. A. A pesquisa educacional como atividade curricular na formação de licenciandos de Química. Ciência & Educação, Bauru, v. 17, n. 3, p. 523–540, 2011.

SANTOS, W. L. P.; SCHNETZLER, R. P. Educação em Química compromisso com a cidadania. 4ª ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2010.

SCHNETZLER, R. P.; SOUZA, T. A. Proposições didáticas para o formador Químico: a importância do triplete químico, da linguagem e da experimentação investigativa na formação docente em química. Química Nova, São Paulo, v. 42, n. 8, p. 947–954, 2019.

SILVA, N. S.; AGUIAR-JUNIOR, O. G.; SILVA, N. S. A estrutura composicional dos textos de estudantes sobre ciclos de materiais: evidências de uso e apropriação da linguagem científica. Ciência & Educação, Bauru, v. 20, n. 4, p. 801–816, 2014.

SIRGADO, A. D. P. O social e o Cultural na obra de Vigotski. Educação & Ciência, Campinas, v. 21, n. 71, p. 45-78, 2000.

SMOLKA, A. L. B. O (im)próprio e o (im)pertinente na apropriação das práticas sociais. Cadernos Cedes, Campinas, v. 20, n. 50, p. 26-40, 2000.

ULHMANN, R. I. M; ZANON, L. B; UHMANN, R. I. M. Diversificação de estratégias de ensino de ciências na reconstrução dialógica da ação/reflexão docente. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 15, n. 3, p. 163–179, 2013.

VIGOTSKI, L. S. A formação Social da Mente. 7 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

VIGOTSKI, L. S. Pensamento e Linguagem. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

VIGOTSKI, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Linguagem Desenvolvimento e aprendizagem. 16 ed. São Paulo: Ícone, 2019.

WENZEL, J. S.; MALDANER, O. A. A significação conceitual pela escrita e reescrita orientada em aulas de Química. Química Nova, São Paulo, v. 37, n. 5, p. 908-914, 2014

WENZEL, J. S.; MALDANER, O. A. A prática da escrita e da reescrita orientada no processo de significação conceitual em aulas de Química. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências, Belo Horizonte, v. 18, n. 2, p. 129-146, 2016.

Downloads

Publicado

28-12-2021

Como Citar

DIAS DOS SANTOS, B. C. .; RITTER, J. . Significação, apropriação e linguagem química: aportes da teoria histórico cultural. Revista Brasileira de Educação em Ciências e Educação Matemática, [S. l.], v. 5, n. 3, p. 525–549, 2021. DOI: 10.33238/ReBECEM.2021.v.5.n.3.28517. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/rebecem/article/view/28517. Acesso em: 24 jan. 2022.

Edição

Seção

Pesquisa